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A Capoeira Angola na Bahia

história, filosofia, movimentos, sequências e cânticos

Mestre Bola Sete

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Categoria: Não Ficção;

Selo: EV Publicações;  

Páginas: 248.

“A Capoeira Angola, entre as lutas, é a mais amável do mundo.” A frase é de Mestre Pastinha e resume o espírito que atravessa este livro. Discípulo direto de Pastinha por treze anos, Mestre Bola Sete soma mais de seis décadas dentro das rodas e continua, todos os dias, ensinando, jogando e tocando berimbau na sua Escola Tradicional de Capoeira Angola, em Salvador. É dessa vivência diária, e não apenas de pesquisa documental, que nasce esta obra, agora em quinta edição revista e ampliada, reunindo num só volume a história, a filosofia, os movimentos, as sequências de ensino e os cânticos da Capoeira Angola tradicional da Bahia, aquela que surgiu nas senzalas, vingou nos quilombos, sobreviveu à perseguição policial e atravessou o século XX disfarçada de brincadeira para não morrer.

Bola Sete foi iniciado na Capoeira por Pessoa Bababá, aprendeu berimbau com Valdomiro Malvadeza, conviveu com Noronha, Valdemar da Liberdade, Cobrinha Verde, Caiçara e Bobó, jogou com João Pequeno e João Grande, e viu de perto o que hoje só existe em fotografia. Por isso suas páginas guardam o que nenhum manual ensina: a malícia, a calma, a ginga, o silêncio antes do golpe. E por isso também o livro é um manifesto contra a descaracterização que transforma a Angola em espetáculo de circo. Há rigor técnico nas sete sequências do método do autor e nos toques de berimbau, há beleza literária nas ladainhas e corridos de sua autoria, e há, sobretudo, a voz de um mestre que entende a roda como um espaço sagrado. Para quem joga, para quem deseja começar na arte da malícia, para quem pesquisa e para quem quer entender o Brasil pela raiz, não há outro livro como este.

O autor: José Luiz Oliveira Cruz, o Mestre Bola Sete, nasceu em 31 de maio de 1950, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Despertou para a capoeiragem ainda menino, no bairro do Tororó, em Salvador. Em 1968, foi iniciado por Pessoa Bababá, discípulo de Vicente Ferreira Pastinha, e, no ano seguinte, ingressou no Centro Esportivo de Capoeira Angola, no Pelourinho, onde permaneceu treze anos ao lado do mestre maior da Angola, de quem recebeu o diploma em 1979. Aprendeu berimbau com Valdomiro Malvadeza e conviveu com Noronha, Valdemar da Liberdade, Cobrinha Verde, Caiçara, Bobó, João Pequeno e João Grande.

Em 1980, fundou seu próprio espaço de ensino. Hoje conduz a Escola Tradicional de Capoeira Angola (E.T.C.A.), no Forte Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, lugar que ele chama de seu “santuário aqui na Terra”. Integrante do Conselho de Mestres da Associação Brasileira de Capoeira Angola, é um dos mais respeitados guardiões da tradição herdada de Pastinha, de quem ouviu, numa chamada de roda, a frase: “Zé Luiz, você tem uma alma gêmea da minha”. Autor de vários livros sobre o tema e do CD Aqui Só Angola, dedica há mais de seis décadas a vida a difundir e preservar a Capoeira Angola tradicional da Bahia.

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